sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ana Estela Haddad diz que atuará na gestão e que sente ciúmes do marido


Casada há 25 anos com o novo prefeito deSão Paulo, Ana Estela Haddad diz estar disposta a ajudar a administrar a maior cidade do país. Formada em odontologia e professora da Universidade de São Paulo (USP), ela falou com exclusividade ao G1sobre a família, a relação com Fernando Haddad e como os filhos lidam com a exposição gerada pelo cargo do pai.
Mesmo antes de o prefeito Fernando Haddad (PT) assumir a Prefeitura, ela já participava de reuniões com secretários e dava opiniões sobre a nova gestão municipal. A entrevista foi concedida em dezembro, antes da posse, ocorrida nesta terça-feira (1º).
Filha de libaneses, Ana Estela, de 46 anos, conheceu Haddad no Clube Sírio, em São Paulo, quando tinha 14. Mesmo após tantos anos, admite que sente ciúmes do assédio feminino ao marido. “Eu sou humana, de vez em quando a gente sente ciúmes. A vida está aí para a gente viver e se surpreender. A gente nunca sabe o que vem pela frente”, disse.
Com o tempo cada vez mais curto desde a correria da campanha eleitoral do marido, e também por causa das aulas na universidade, Ana Estela não pôde visitar essas lojas no último ano e tem usado peças cedidas por butiques. “Não me prendo a uma grife especial. Normalmente uso roupa das mais variadas origens”, afirma. Ela diz que não vê problemas em continuar a comprar roupas no Brás. “Adoro fazer um bom negócio”, brinca.Bonita e sempre elegante, ela chama a atenção e atrai olhares por onde passa. Apesar do figurino impecável, confessa adorar fazer compras em centros de comércio popular, como Brás e Bom Retiro. “Quando eu tenho tempo eu gosto de ir e olhar”, disse.
Ana Estela Haddad conheceu o prefeito no clube Sírio (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Ana Estela Haddad conheceu o prefeito no clube Sírio (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Ir ao cinema, frequentar restaurantes e ouvir música erudita na companhia da família é o que  mais gosta de fazer nos momentos de lazer. Admiradora do marido, Ana Estela não poupa elogios a Haddad. ”Como marido é um grande companheiro, muito participativo, sempre me apoiou, respeitou meu espaço dentro da minha trajetória profissional, ele tem orgulho disso.”
Com os filhos Ana Carolina, de 12 anos, e Frederico, de 20, o prefeito é brincalhão e participativo, diz ela. “Ele é muito presente. Nos momentos em que ele não está trabalhando gosta de ficar com a família”, afirmou a primeira-dama.
Idealizadora do Prouni (principal programa de Haddad no Ministério da Educação, que oferece vagas em instituições de ensino particulares aos estudantes de baixa renda), Ana Estela disse que pretende fazer diferença na cidade e deixar sua contribuição.
“Eu tenho um plano de governo já estabelecido, é o que será seguido. E, com certeza, minha atuação passará por aquelas áreas que eu tenho afinidade, que são saúde, educação, a área social”, contou ao G1, sem revelar detalhes. Além disso, afirmou que vai atuar com a equipe dos secretários, mas ressaltou que não terá um cargo. “Vou contribuir complementarmente. Mantenho meu vínculo e atividade docente.”
A experiência em gestão pública foi adquirida durante sua passagem por Brasília, enquanto acompanhava o marido, que estava à frente do Ministério da Educação (nos mandatos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff). Ela morou na capital federal por nove anos e, nos últimos seis, trabalhou no Ministério da Saúde e no MEC. “A minha ida para Brasília não foi fácil, no início eu não tinha me planejado nem me preparado para atuar na gestão”, relatou.
A visibilidade do cargo do marido fez com que a família Haddad ganhasse exposição. Ana Estela diz que sua filha Carolina  ainda fica surpresa com algumas situações. "A Carol lida com certa tranquilidade, mas de vez em quando se surpreende porque é mais reconhecida do que o normal", contou.
Política
De acordo com Ana Estela, a palavra da primeira-dama nas decisões da Prefeitura será apenas de contribuição, apesar de existirem rumores entre integrantes da nova administração de que ela é uma mulher muito influente na gestão municipal. “Sem dúvida nenhuma será uma contribuição de sugestões e a condução de cada pasta será dos secretários, orientados pelo prefeito”, afirma.

Ela diz que as 50 unidades das AMAs Sorriso, promessa não cumprida na antiga gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), não serão deixadas de lado na nova administração. A primeira-dama garante que pretende implantar melhorias na saúde bucal da cidade. “A gente anda pela periferia da cidade e é visível que a saúde bucal da população está precisando muito de uma melhoria", afirmou.
Ana Estela ressalta que o novo secretário da Saúde, José de Filippi Jr., apontou que essa será uma das áreas priorizadas. "Até porque a gente tem recursos do governo federal que poderiam ter vindo para São Paulo para a implementação deste programa que não vieram. Vamos correr atrás deste prejuízo”. Segundo ela, o município deve trabalhar em parceria com o governo federal no modelo similar ao Brasil Sorridente, com dentistas incluídos na equipe básica de saúde e centros de especialidades odontológicos.
Partido dos Trabalhadores
Questionada sobre o mensalão, cujo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi concluído no fim do ano passado, a primeira-dama afirmou que o PT passa por um processo de amadurecimento e não está isento de equívocos. “Esse amadurecimento é um processo muito importante, não isento de erros, não isento de tropeços neste caminho”, justificou o atual momento do partido.

Padrinho político do marido, o ex-presidente Lula, na opinião de Ana Estela, será sempre uma presença bem-vinda. "Ainda que o Fernando [Haddad], ao estar na frente dos processos, jamais vai abrir mão das suas decisões, da responsabilidade que lhe cabe”, disse. O ex-presidente não esteve na posse, que aconteceu nesta terça-feira (1º).
Para ela, Haddad é um político maduro e tem uma história de sucesso profissional. “Esse é o primeiro cargo eletivo. Eu acho que o Fernando se preparou muito para chegar aonde chegou.”
Ana Estela está casada há 25 anos com o prefeito (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Ana Estela está casada há 25 anos com o prefeito (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
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G1

Chávez tem problemas respiratórios 'severos', diz governo venezuelano


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está sofrendo de insuficiência respiratória como consequência de uma "severa infecção pulmonar", informaram nesta quinta-feira (3) fontes oficiais.
"Após a delicada cirurgia de 11 de dezembro, o comandante Chávez enfrentou complicações como consequência de uma severa infecção pulmonar", disse o ministro de Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas, em uma cadeia de rádio e televisão. Ele lia a última atualização oficial sobre a condição do presidente, internado em um hospital em Cuba.
Villegas reiterou a confiança do governo da Venezuela na equipe médica que atende Chávez, "que deu acompanhamento permanente à evolução clínica do paciente e agiu com a mais absoluta rigorosidade perante cada uma das dificuldades apresentadas", disse."Esta infecção tem causado uma insuficiência respiratória que requer que o comandante Chávez cumpra rigorosamente o tratamento médico", acrescentou o comunicado, sem dar mais detalhes.
Mais cedo, o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, haviam dito que Chávez continuava "batalhando" por sua saúde, após voltarem da Venezuela depois de uma visita ao presidente em Havana.
 

Em foto de 9 de outubro de 2012, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fala em uma conferência segurando a ministura da constituição do país. (Foto: AP/ ASSOCIATED PRESS)Em foto de 9 de outubro de 2012, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fala em uma conferência segurando a ministura da constituição do país. (Foto: AP/ ASSOCIATED PRESS)
Na última quarta-feira (2), a posição venezuelana havia exigido a "verdade" sobre a saúde de Chávez.
"É essencial que o governo atue de modo que dê confiança. É essencial que diga a verdade", afirmou o secretário executivo da Mesa da Unidade Democrática, Ramón Guillermo Aveledo, taxando de "irresponsabilidade descomunal" a intenção de fazer crer que Chávez estivesse "em exercício de suas funções".
Vice nega transição
A cúpula chavista retornou a Caracas esta quinta-feira, após visitar o presidente em Havana, e negou que haja uma "transição" na Venezuela, acusando a oposição de alimentar boatos sobre a saúde do chefe de Estado a sete dias da posse prevista de Chávez.

"Aqui só há uma transição, começou há pelo menos seis anos, e foi decretada pelo comandante Hugo Chávez", disse o vice-presidente Nicolás Maduro, em alusão à transição ao socialismo, que o presidente pôs em marcha após sua reeleição em 2006.

Maduro também acusou a direita e a mídia internacional de "ter tentado manipular um conjunto de elementos" sobre a relação bilateral com os Estados Unidos, depois de um contrato entre os dois governos, confirmado esta quinta-feira por Washington.

Assegurou, ainda, que a situação está 'mais unida do que nunca', desmentindo supostas divisões que existiriam entre ele e Cabello.

Segundo a Constituição, Chávez, reeleito em outubro passado, deve assumir um quarto período de governo em 10 de janeiro perante a Assembleia Nacional, mas seu estado de saúde pode impossibilitar sua presença.

Cabello afirmou na semana passada que a data de 10 de janeiro é adiável e que Chávez poderia assumir seu novo mandato mais adiante, perante o Supremo Tribunal de Justiça.

Na mesma linha, o vice-presidente da Assembleia e membro da direção nacional do PSUV, Aristóbulo Istúriz, avaliou esta quinta-feira que "se o presidente não pode prestar juramento, deve se manter presidente até o momento em que se estabeleçam os mecanismos para o juramento".

Desde que Chávez foi operado em Havana, não foi publicado nenhum boletim médico, e os venezuelanos não viram nenhuma imagem nem escutado sua voz.

A Constituição prevê que se a falta absoluta do presidente for declarada, devem ser celebradas novas eleições em 30 dias.

O prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, propôs esta quinta-feira que seja nomeada uma comissão política e médica, com a participação da oposição, que viaje a Cuba para "constatar em primeira mão a realidade sobre a saúde do presidente".

Antes de viajar a Havana para ser operado, Chávez anunciou que Maduro assumiria a presidência temporariamente caso ele ficasse "incapacitado" e seria o candidato da situação em novas eleições.

O candidato derrotado por Chávez nas presidenciais de outubro, Henrique Capriles, que tinha aceitado um eventual adiamento do juramento de Chávez e seria o mais provável adversário de Maduro nas urnas, afirmou na quarta-feira em mensagem publicada no microblog Twitter que "as respostas à incerteza que o governo gerou estão na Constituição".

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G1

Chinês contrata 'assassino virtual' para derrotar filho viciado em games


Pai precisou contratar 'assassinos' para que filho fosse forçado a parar de jogar (Foto: Ng Han Guan/AP)Pai precisou contratar 'assassinos' para que filho
fosse forçado a parar de jogar
(Foto: Ng Han Guan/AP)
Morador da província de Shaanxi, na China, um pai estava cansado de pedir para que seu filho jogasse menos videogame e fosse atrás de um trabalho. Como não obteve sucesso na conversa, o homem decidiu contratar um “assassino virtual” para que derrotasse sem parar o filho.
Xiao Feng, de 23 anos, começou a perceber que era insistentemente vencido no jogo por pessoas muito mais fortes do que ele, e que não deixavam ele se divertir, de acordo com o jornal chinês "People's Daily". O jovem acabou descobrindo o plano do pai ao conversar com diversas pessoas na web, que contaram o objetivo de sua missão.
O pai, descrito como “bem intencionado” entre os amigos de Feng, afirmou que o objetivo inicial era que o rapaz perdesse o interesse no jogo, e achasse uma vocação. O filho já vinha apresentando problemas na escola por causa dos jogos, e não consegue se manter em nenhum emprego.
O jornal não especifica se Xiao finalmente arrumou um emprego ou se o pai do gamer parou de pagar os assassinos.
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G1

Cerca de 200 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no RJ


Voltou a chover forte tanto na Costa Verde como na região Serrana, do Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (4). A estimativa da Defesa Civil  é que  200 mil pessoas em todo Estado tenham sido atingidas pela chuva em oito municípios, quatro na Baixada Fluminense, dois na Região Serrana e dois na Costa Verde, conforme mostrou o Bom Dia Rio. 
De acordo com Sergio Simões, secretário estadual da Defesa Civil, em razão do acumulado de chuvas, o solo está saturado  na região da Costa Verde e na região Serrana, portanto há possibilidade de escorregamentos.
Nesta sexta-feira, o governador Sérgio Cabral se reúne com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para discutir providências emergenciais."É preciso reduzir as vulnerabilidades e esse é um dos grandes objetivos da Defesa Civil. É um papel que é preciso ser cumprido pelas prefeituras. As pessoas construíram as casas bem nos leitos dos rios, então isso aumenta a vulnerabilidade e expõe as pessoas a risco", explicou.
Um morto e um desaparecido em Xerém
O distrito de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi o mais devastado pelo temporal. Foram 212 milímetros de chuva em 24 horas, mais da metade do previsto para todo o mês de janeiro. A enchente deixou 400 desabrigados, um desaparecido e um morto, segundo o coronel Douglas Júnior. A chuva atingiu também os municípios de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Seropédica, onde há 35 desalojados.

Região Serrana em alerta
De acordo com o coordenador da Defesa Civil estadual, Douglas Júnior, a maior preocupação é com os municípios da Região Serrana do Rio de Janeiro, já que há previsão de chuva forte para as próximas horas.

"Em Teresópolis, está chovendo além do esperado. Houve transbordamento novamente do Rio Paquequer, mas numa magnitude menor do que a anterior. A Baixada Fluminense ainda preocupa, mas a Região Serrana um pouco mais por causa da instabilidade do sistema que está lá. Sirenes foram acionadas recentemente", disse o coronel.
Em Teresópolis, há 50 desalojados. Já em Petrópolis foram registrados 170 milímetros de chuva em 24 horas, 30 pessoas estão desalojadas e 5 mil foram afetadas. Segundo a Defesa Civil estadual, não choveu em Nova Friburgo, mas ainda há risco de temporal. Por isso, 40 pessoas foram evacuadas preventivamente.
A chuva que teve início na madrugada desta quinta-feira (3) obrigou mais de 3 mil pessoas a deixarem suas casas no estado do Rio. Segundo a meteorologista de Defesa Civil estadual, Michele Lima, a previsão é de chuva contínua nesta sexta-feira (4). No sábado (5), o tempo deve começar a melhorar, mas há possibilidade de pancadas de chuva durante todo o fim de semana.
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G1

Aniversariante do dia





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