sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vigilante é morto no estacionamento da secretaria de Saúde da Paraíba


Homem foi assassinado no estacionamento do Hemocentro em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Vigilante não resistiu aos ferimentos e morreu no
local (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um vigilante da secretaria de Saúde daParaíbafoi assassinado a tiros na manhã desta sexta-feira (22). O crime aconteceu no estacionamento do órgão e segundo a polícia foi cometido por três homens, que logo depois fugiram do local. A vítima foi identificada como Rogério Rodrigues da Silva, ele tinha 48 anos de idade. A família da vítima disse que não sabe o que pode ter motivado o crime.
De acordo com o sargento do 1º Batalhão da Polícia Militar, Pedro da Silva, os suspeitos chegaram à secretaria de carro, procurando por Rogério. O vigilante saiu para atender os homens e eles efetuaram vários disparos contra a vítima. Equipes do Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram até o Hemocentro para prestar socorro ao vigilante, mas ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no local.
O sargento informou ainda que, antes de morrer, a vítima tinha recebido ligações no celular com tom de ameaças. "Já há uma linha de investigação, mas não podemos adiantar nada para não atrapalhar nas atividades da Polícia Civil", disse. Ainda segundo o sargento, Rogério se preparava para trabalhar quando foi assassinado. Fernando Cabral, familiar de Rogério, afirmou não ter ideia do que poderia ter motivado o assassinato. “Eu espero que meus amigos da polícia investiguem bem esse caso”, disse.
Fucioário rezaram equato viha o colega agoizar (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Funcionários da Secretaria de Saúde da Paraíba, que estavam no local do crime, deram as mãos e rezaram por Rogério enquanto ele aguardava atendimento médico. Minutos depois ele morreu no estacionamento da Secretaria de Saúde.
A diretora-geral do Hemocentro da Paraíba, onde a vítima prestava serviço, Sandra Sobreira, disse que a morte de Rogério Rodrigues da Silva é uma perda lamentável. "Era um funcionário exemplar, muito bem relacionado com os colegas, não tínhamos nenhuma queixa a fazer dele. Por isso, uma violência dessas nos deixou bastante tristes e inconformados, Estamos sem entender", disse.
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G1pb

Integridade de reféns está preservada, diz coronel no 2º dia de rebelião


A rebelião na Penitenciária Nelson Hungria entrou no segundo dia nesta sexta-feira (22), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na chegada para retomar as negociações com os presos, o coronel Antônio Carvalho, do comando do policiamento especializado da Polícia Militar, disse que a integridade dos reféns está preservada. Ele afirmou que nenhuma medida precipitada pode ser tomada se isso colocar em risco a segurança das pessoas mantidas em cárcere pelos detentos. "Estamos focados na integridade física das pessoas que estão lá dentro",  disse. Ainda de acordo com o coronel, não está prevista a invasão pela polícia do pavilhão 1, onde ocorre o motim.
Alguns presos rebelados dormiram no telhado da Penitenciária Nelson Hungria.  (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Alguns presos rebelados passaram a noite no telhado da Penitenciária Nelson Hungria
(Foto: Pedro Triginelli/G1)
As negociações foram retomadas por volta das 9h desta sexta-feira (22). Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social, a rebelião começou na manhã desta quinta-feira (21) e duas pessoas, uma professora e um agente penitenciário, são mantidas reféns por cerca de 90 presos. Neste segundo dia de rebelião, houve sinal de fumaça dentro do pavilhão 1. Na porta do presídio, um advogado informou que cinco detentos que são a favor da direção atual do presídio também teriam sido tomados como reféns, mas a informação não foi confirmada pela polícia.
A secretaria informou que os 103 detentos do pavilhão estavam sem água e luz desde a tarde desta quinta-feira e sem alimentação desde a manhã. Alguns presos rebelados passaram a noite no telhado da penintenciária. Um gabinete de crise, com autoridades policiais e do governo, negocia um acordo para encerrar o motim, que começou logo no início do dia.
A professora passou mal no início da tarde de ontem, e precisou ser medicada. De acordo com o comandante do policiamento especializado da Polícia Militar, ela teve queda de pressão.
Um ônibus do batalhão de choque da Polícia Militar entrou na Nelson Hungria e três ambulâncias saíram da penitenciária entre a tarde e a noite desta quinta-feira (21) e um helicóptero da PM sobrevoou a área durante todo o dia. Mais cedo, detentos de outro pavilhão, não envolvidos no motim, gritavam “socorro”.Na noite desta quinta, um assessor da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) chegou a informar ao G1 que as negociações estavam “avançando” e “caminhando para o final”. Porém, uma fonte que não quis se identificar esteve dentro da penitenciária e disse que os detentos rebelados entregaram uma lista de reivindicações para a polícia. Segundo a fonte, um acordo chegou a ser feito. Mas, posteriormente ao acerto para o fim da rebelião, os detentos pediram a troca do diretor do presídio. A nova reivindicação não foi atendida, conforme informou a fonte ao G1.
De acordo com a Seds, 210 policiais militares, 30 agentes penitenciários do Comando de Operações Especiais (Cope), além de autoridades da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) e da Polícia Civil estão envolvidos na ação.
A secretaria informou que o líder do movimento é o detento Daniel Cypriano, de 29 anos. Ele tem seis condenações: cinco por roubo e uma por homicídio e cumpre pena na penitenciária desde agosto de 2011.
Reivindicações
O subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, disse que os presos reclamam da demora na autorização de visitas e na proibição da entrada de mulheres grávidas nos pavilhões. Atualmente, as visitas por grávidas são feitas em uma sala especial, com a presença de um agente penitenciário. Os detentos ainda se queixam da direção do presídio, de espancamento e pedem revisão de pena.

Sobre a denúncia dos presos de que eles estariam sofrendo espancamento, Oliveira disse que nunca ouviu nenhuma denúncia deste tipo na unidade, mas que vai apurar. O subsecretário ainda falou que a revista geral em cada cela é feita rotineiramente no presídio. E que está previsto para o fim do ano a instalação de equipamentos de bloqueio de sinal de telefones celulares na unidade.

Goleiro Bruno
No pavilhão 1 estão presos condenados por por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo. Este fica ao lado de onde está detido o goleiro Bruno Fernandes, pavilhão 4. Bruno é réu no processo de desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Além de Bruno, está detido pavilhão 7 o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

Na noite desta quinta-feira, o promotor do caso Eliza Samudio, Henry Wagner, chegou à penitenciária. Indagado sobre o que iria fazer no local, ele disse: ”vou me interar”.
Começo da rebelião
Durante a manhã, os presos saíram das celas e ocuparam o pátio. Eles queimaram colchões e usaram pedaços de tecidos para tentar escapar do pavilhão pelo telhado. Neste momento, foram usadas bombas de efeito moral para evitar uma possível fuga, segundo major Sérgio Dourado, da Polícia Militar. Os detentos também usaram o que parece ser roupa de cama para escrever as palavras "opressão" e "sistema" no chão do pátio do pavilhão.

O motim começou quando a professora, que é uma das reféns, dava aula para alguns dos detentos, pelo ensino fundamental, e era escoltada pelo agente, que também está em poder dos rebelados. Ele chegou a ser ameaçado por presos com uma barra de ferro. Segundo o coronel, este foi o momento de maior tensão da rebelião.
Um início de rebelião foi controlada no pavilhão 6, onde detentos jogaram colchões incendiados da janela.
A auxiliar de enfermagem Júlia Delfim, que é amiga da professora feita refém, disse que a professora gostava de dar aulas para os presidiários.  A professora teria lhe dito que. em 12 anos de profissão dentro da Nelson Hungria, não houve nenhum registro de confusão entre ela e os detentos.
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G1

Ex-viciado em crack supera vício, passa em concurso e tenta vestibular


Eduardo Matos, ex-morador da Casa de Acolhida que largou as drogas e passou em concurso (Foto: Adriano Zago/G1)Eduardo Matos, ex-morador da Casa de Acolhida 
(Foto: Adriano Zago/G1)
Após viver 10 anos no mundo das drogas e ir parar nas ruas de Goiânia, o auxiliar de serviços gerais Eduardo Matos, 30 anos, é exemplo de superação. Além de se livrar dos vícios, ele passou em um concurso público, se casou e agora quer entrar na universidade: "Sonho em ser psicólogo".
A mudança de vida de Eduardo começou no lugar onde passam, diariamente, dezenas de sem-teto e moradores de rua: a Casa de Acolhida, um albergue mantido pela prefeitura de Goiânia. Em cinco meses como albergado, trocou a rotina de usuário de drogas por grupos de recuperação para dependentes químicos. Hoje trabalha no local que o acolheu como auxiliar de serviços gerais. "Quero me desenvolver mais, até mesmo para ajudar outras pessoas", explica.
Usuário de drogas há muitos anos, Eduardo conta que deixou a casa da mãe, em meados de 2011, em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, e saiu vagando por cidades do interior de Goiás até chegar à capital. Ele deu entrada na Casa de Acolhida em novembro do mesmo ano, sem dinheiro, sem casa, vários quilos mais magros e dependente químico. "Eu usava tudo. Comecei com maconha, depois fui para a cocaína e o crack. Estava mesmo no fundo do poço", recorda.
"Eu estava muito debilitado. Ou mudava de vida ou ia para a rua", conta. Decidido a ter uma vida diferente, Eduardo começou a frequentar um grupo de ajuda a dependentes químicos e pensou em se internar. Mas em vez de passar nove meses em uma fazenda de recuperação de drogados, preferiu se matricular no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em um ano, conseguiu terminar o 2º grau.Eduardo diz que não chegou a ser morador de rua. Sem dinheiro para continuar pagando o hotel onde estava, no Setor Campinas, ele deixou o local e procurou uma igreja, em busca de ajuda. No mesmo dia, conseguiu, com ajuda da paróquia, abrigo no albergue municipal.
Paralelamente às aulas no EJA, o auxiliar de serviços gerais começou, por conta a própria, a estudar para o concurso de educador social da prefeitura de Goiânia. Ele foi aprovado e aguarda ser chamado. Enquanto isso, trabalha meio período, faz curso de técnico em eletrotécnica no Senai e divide o restante do tempo entre os estudos e a atenção à esposa.
Eduardo Matos, ex-morador da Casa de Acolhida que largou as drogas e passou em concurso (Foto: Adriano Zago/G1)Após anos longe da escola, Eduardo voltou a estudar e passou em concurso público (Foto: Adriano Zago/G1)
A aprovação no concurso fez Eduardo enxergar novos horizontes. Mesmo sem uma preparação intensiva, ele prestou vestibular para comunicação social-audiovisual, na Universidade Estadual de Goiás. Aprovado na primeira fase, ele não conseguiu passar pela na segunda etapa, mas garante que não vai desistir do desejo de fazer um curso superior: "Agora eu vou estudar para valer, eu vou com tudo, quero passar na Federal [Universidade Federal de Goiás]".
Para quem quer superar o vício das drogas, Eduardo dá algumas dicas. "É preciso procurar ajuda e aceitar que a dependência química é um doença crônica, progressiva, incurável", enumera. Segundo ele, o ponto principal é ter força de vontade.Restrições
Longe das drogas há pouco mais de um ano, Eduardo admite que leva a vida com algumas restrições. "Eu não me permito mais a algumas coisas. Vou sair para a balada, lugar que tem bebidas? É lógico que se eu fizer isso, vou cair. Também não vou ficar andando com amigos que usam crack", explica.

Eduardo Matos, ex-morador da Casa de Acolhida que largou as drogas e passou em concurso (Foto: Adriano Zago/G1)Eduardo trabalha meio período e se dedica aos estudos no resto do dia (Foto: Adriano Zago/G1)
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G1

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PM da Paraíba tem um colete para cada quatro policiais, aponta relatório


O Ministério da Justiça divulgou nesta terça-feira (19) dados de uma pesquisa com dados coletados em 2011, apontando que na Paraíba haveria um colete para cada quatro policiais militares e proporção de quase uma arma para cada dois policiais, além do 9º menor efetivo do país em comparação ao total da população do estado. Foi constatado ainda que 2.903 PMs possuem grau de instrução máximo de ensino médio incompleto.
A pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública procurou retratar a situação das Polícias Militares, Polícias Civis e Corpos de Bombeiros Militares no país. A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Seds) informou que o relatório está defasado com dados de 2010 e 2011 e que a atual realidade seria diferente, com maior efetivo, número de coletes e armas. Até as 12h (horário local), uma nota oficial ainda não havia sido emitida pela assessoria.
O relatório demonstra as diferenças no aparelho de segurança estatal em relação à estrutura, recursos humanos e materiais, orçamento, ações de prevenção e atividades de capacitação e valorização profissional.
Observou-se na pesquisa do Ministério da Justiça que há 9.698 policiais militares atuando na Paraiba, para um total de 5.610 armas de fogo, na razão 1,73 PMs para cada aparelho. Em relação ao uso de colete balístico, são 2.252 equipamentos do tipo, sendo 4,31 policiais para cada colete disponível.
Existem, conforme os dados, 582 policiais militares com ensino fundamental incompleto, 1.558 com ensino fundamental completo e 763 com ensino médio incompleto, conforme pesquisa sobre o grau de instrução do efetivo paraibano.
Segundo o relatório, a PM estadual não tem policiamento aéreo, tem corregedoria apenas vinculada à da própria PM, nenhuma possuindo nenhum órgão corregedor desvinculado ou autônomo. A Seds não teria realizado nenhum investimento em aquisição de meios de transporte e de equipamentos de comunicação.
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Paraíba tem dois policiais para cada arma disponível na PM (Foto: Reprodução)
Dentre as falhas apontadas no relatório, o aparelhamento de segurança estatal não teria nenhum sistema de registros policiais da Polícia Militar integrado à Polícia Civil, segundo o Ministério da Justiça. No estado da Paraíba, conforme destacado no levantamento do Ministério em 2011, o sistema informatizado de registro de ocorrências abrangeria apenas cidades deJoão PessoaCampina Grande,Guarabira, Patos e Cajazeiras.
Armas por tipo
Revólver 4.471
Pistola 1.139   
Carabina 292       
Espingarda 223  
Metralhadora 227  
Fuzil 1.029  
Outros 4

Razão entre população e efetivo da PM
DF 168
AP 190
AC 277
RO 284
RR 317
RN 331
TO 345
RJ 370
PB 391

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G1pb

CRF constata que 29% das farmácias em CG não possuem farmacêuticos


Um levantamento do Conselho Regional de Farmácia (CRF) da Paraíba constatou que 37, das 128 farmácias e drogarias cadastradas em Campina Grande, funcionam sem o suporte de farmacêuticos habilitados. O CRF observou que 29% das farmácias e drogarias da cidade não possuem técnico responsável durante todo o horário de funcionamento.
Na tarde da última terça-feira (19), a Promotoria da Saúde de Campina Grande promoveu audiência para ouvir um dos responsáveis pelas farmácias e drogarias irregulares. Para o promotor da Saúde, Luciano Maracajá, o problema é grave e por isso, deve ter uma solução. “A lei precisa ser cumprida na íntegra”, disse.Ainda de acordo com o que apurou o CRF, em algumas situações, muitos estabelecimentos estão funcionando em horários não declarados, ocorrência que evidencia a carga horária parcial de farmacêuticos eventualmente contratados pelas farmácia que atuam em desconformidade com a lei. Há, também, casos de inexistência de responsáveis técnicos e a falta de registro junto ao próprio Conselho Regional.
Os relatórios das inspeções promovidas pelo CRF, a pedido do Ministério Público da Paraíba, vão orientar a Promotoria da Saúde de Campina Grande a adotar as medidas cabíveis para combater os abusos praticados pelos estabelecimentos.
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G1pb
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