quinta-feira, 23 de maio de 2013

Caseiro de juiz é achado morto com sinais de violência na PB, diz polícia


Caseiro foi encontrado morto na casa de juiz (Foto: Walter Paparazzo/G1)
O caseiro de um juiz foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (22) no Poço, emCabedelo, cidade da Grande João Pessoa, segundo o delegado Ademir Fernandes. Ainda de acordo com o delegado, o corpo foi achado dentro da casa onde ele dorme, na propriedade do juiz.

O delegado Ademir explicou que um vizinho o procurou pela manhã e não achou. Ele voltou a procurar pelo caseiro durante a tarde e percebeu que a porta da casa onde ele dorme estava aberta e parte do corpo dele estava aparecendo, como se ele estivesse desmaiado.

O próprio juiz acionou a Polícia Militar, conforme explicou Ademir. De acordo com o delegado, há sinais de violência no corpo do caseiro e a perícia está fazendo um trabalho cauteloso para apurar o crime.

G1pb

Pacientes do Norte e Nordeste vão ao interior de SP para tratar câncer


Rosemar foi diagnosticada com carcinoma de base de língua (Foto: Fernanda Testa/G1)
As vidas de Rosemar Rodrigues Barbosa, de 25 anos, e de Jaciara de Lima Cosmo, de 18 anos, fogem totalmente da rotina de qualquer outra jovem mulher. Moradoras de Vilhena (RO) e Sousa (PB), respectivamente, as duas se deslocaram para Ribeirão Preto (SP) no começo de 2013 com o mesmo objetivo: buscar tratamento para o câncer. Pacientes no Hospital das Clínicas (HC), Rosemar e Jaciara fazem parte dos 6% dos atendimentos do hospital que contemplam pessoas fora do eixo da cobertura regional da instituição. Ambas começaram o tratamento no hospital menos de 20 dias após o diagnóstico da doença.
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto recebe, a cada ano, cerca de 3,5 mil novos pacientes em tratamento contra o câncer.
Rosemar sofre de um carcinoma de base de língua - um tipo de câncer que ataca a língua e a região do pescoço. Ela teve o diagnóstico da doença já em Ribeirão Preto, no dia 14 de fevereiro, e começou o tratamento sete dias depois, no dia 21 de fevereiro. A trajetória da paciente até chegar a Ribeirão, no entanto, foi árdua. "Tudo começou com uma afta, em outubro do ano passado. Eu estava em Vilhena ainda. Fui à farmácia, comprei remédios para fazer bochecho e a ferida sumiu. Mas depois voltou tudo de novo. Eu ia a vários médicos na rede pública, mas todos diziam que era só uma afta e me receitavam antibióticos", lembra.
O médico solicitou uma biópsia à paciente. "Ele disse que iria viajar, e que quando ele voltasse era para eu passar por ele.  Ele me encaminharia para internação caso fosse um tumor", diz. Um dia antes de fazer o exame, Rosemar foi atendida por outro profissional, amigo de sua chefe. "Esse médico era um dentista especializado em cirurgia de cabeça e pescoço. Ele disse que meu caso era muito sério e que eu não podia ficar em Vilhena. Ele me deu um encaminhamento para ir para o hospital. Fiquei três dias esperando uma vaga em Porto Velho, mas não consegui. Foi aí que ele me aconselhou a  procurar outro lugar, porque em Porto Velho não havia nem previsão de fazer a biópsia", conta.De médico em médico, Rosemar passou três meses com o problema, que nunca melhorava. Em janeiro deste ano, recebeu um encaminhamento para uma consulta com um otorrinolaringologista. "Fiz um tratamento no otorrino por 10 dias e não melhorou. Foi aí que ele disse que poderia ser um tumor. A ferida estava aumentando e a minha língua foi inchando. Eu tinha até dificuldade para falar", afirma.
Ainda sem confirmação da doença, Rosemar pensou em procurar tratamento em Barretos (SP). "Uma parente de uma amiga mora em Ribeirão, e eu consegui ficar hospedada na casa dessa mulher. Eu iria passar a noite em Ribeirão e ir para Barretos. Cheguei no dia 1º de fevereiro. Só que cheguei a Ribeirão muito mal, e já tive que ir a um pronto-socorro", diz. No dia 3 de fevereiro, Rosemar passou mal novamente. "Passei por três médicos, que me avaliaram e pediram minha internação no HC. Fui internada na segunda-feira, 4, fiz a biópsia, e no dia 14 de fevereiro constatou-se o câncer", afirma.
Rosemar deixou Roraima e veio em busca de tratamento no HC de Ribeirão (Foto: Fernanda Testa/G1)
Após a confirmação da doença, Rosemar passou ainda por exames de ressonância na garganta para detectar se o câncer já havia afetado as cordas vocais. No dia 21 de fevereiro, data da primeira consulta na oncologia, a paciente já foi encaminhada para a quimioterapia. "Eu estava muito debilitada. Naquele dia eu já fiz a primeira sessão. Não conseguia me alimentar, tiveram que colocar sonda", lembra. Após as três primeiras sessões de quimioterapia, a paciente começou a combinar o tratamento com radioterapia.
"Hoje me sinto muito bem. Desde a primeira sessão de quimioterapia eu estou bem melhor. Convivo com pessoas agora que passam pela mesma situação. Não tenho o que reclamar sobre o hospital. O atendimento é ótimo. Somos bem acolhidos em tudo. Tenho muito a agradecer a todo mundo que me ajudou em Ribeirão. Se eu ficasse lá (em Vilhena) mais tempo, eu não estaria mais aqui hoje", diz.
Em Ribeirão Preto, Jaciara recebeu o diagnóstico de um linfoma Hodgkin (Foto: Fernanda Testa/G1)
Pela segunda vez
Com apenas 18 anos, é a segunda vez que Jaciara enfrenta o câncer. Em 2011, aos 16 anos, ela foi diagnosticada com um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema imunológico do paciente. O primeiro tratamento aconteceu em um hospital de São Paulo (SP), onde a doença foi diagnosticada. Jaciara passou por sessões de quimioterapia de julho a novembro de 2011. Voltou para Sousa (PB), continuou com acompanhamento de um hematologista, até que em setembro de 2012 começou a sentir dores pelo corpo.

"Eram dores no quadril, que vinham à noite, sempre quando estava dormindo. O hematologista disse para aguardar um pouco, e que se a dor persistisse era para eu comunicá-lo. Nesse intervalo procurei uma reumatologista, que disse que eu estava com um desvio na perna. Ela me passou uma medicação para tratar o problema. A dor até aliviou, mas depois que eu parei a medicação as dores voltaram, e voltaram mais fortes. Falei com a médica, disse que já tinha tido o câncer, mas ela disse que não tinha chance nenhuma de ser a doença de novo", afirma.
De volta ao hematologista, Jaciara fez um exame de pet scan, uma tomografia que avalia as condições dos orgãos e tecidos do paciente. "Fiz o exame no dia 27 de dezembro. No dia 30, saiu o resultado de que a doença havia voltado. Foi muito difícil. Minha mãe ficou muito nervosa. Mas eu disse para acreditarmos, porque a fé continua. Já consegui vencer uma vez", diz.
O médico de Jaciara a encaminhou para outro hematologista, que sugeriu que ela procurasse o tratamento para o câncer no HC em Ribeirão. "Esse novo médico disse que meu caso era para transplante. E falou sobre o tratamento em Ribeirão. Disse que era muito bom, que tinha todo o recurso necessário para o meu caso", afirma.
Jaciara deu entrada no HC no dia 18 de janeiro. Conversou com médicos, que pediram o material da biópsia que ela havia feito em 2011, em São Paulo. Após a análise do material, veio a notícia. "Eles me disseram que o meu linfoma não era um linfoma não Hodgkin. Era um linfoma Hodgkin. Eu me tratei de um câncer que na verdade eu não tinha. Cada sessão de quimioterapia que eu fazia na época, eram três dias internada. Aqui em Ribeirão eu faço as sessões e posso voltar para casa. Com esse novo resultado, talvez eu não precise mais  fazer o transplante", diz.
Jaciara - ao lado da mãe Josefa Patrícia Lima - saiu de Sousa (PB) para tratar o câncer (Foto: Fernanda Testa/G1)
O novo tratamento dá esperanças não só a Jaciara, mas a sua mãe, Josefa Patrícia de Lima, de 39 anos. "O hospital é excelente. O atendimento é bom, os médicos dão a assistência que precisamos. Não temos palavras para agradecer. Eu já vi minha filha muito mal. Hoje tenho muita fé e confiança nesses médicos", afirma.
Atendimento 
Segundo o coordenador de radioterapia do HC, Harley Francisco de Oliveira, o hospital é autorizado a receber até 6% de pacientes oriundos de regiões que ultrapassam a cobertura da instituição. "Apesar de o Estado custear o atendimento do HC, o sistema é único. Ele contempla que todo o cidadão tem direito ao atendimento gratuito. Somos obrigados pela lei maior do país a atender esses pacientes", afirma.

Após a determinação do governo federal de que todos os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devem iniciar o tratamento do câncer em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico, Oliveira acredita que o volume de pacientes de outros estados possa vir a diminuir no hospital. "As instituições de outros estados vão ser mais pressionadas para se organizarem daqui para a frente. O que se espera, com essa lei, é que os pacientes não precisem mais sair de seus estados para conseguirem um atendimento de qualidade", afirma.
Segundo levantamento feito com pacientes de câncer de mama do HC em 2011, o tratamento oncológico era feito, em média, 47 dias após o diagnóstico da doença. Isso coloca o hospital dentro das determinações da lei, que valem a partir desta quinta-feira (23). No entanto, de acordo com Oliveira, o que deve ser levado em consideração não é só o início do tratamento, e sim a realização de todos os serviços a partir desse primeiro atendimento.
"O que vai acontecer é que os hospitais vão conseguir atender os pacientes em 60 dias. No entanto, vai haver uma fila interna dentro dos hospitais para o passo a passo dos procedimentos. No HC, por exemplo, o gargalo está na ressonância magnética, na radioterapia e no centro cirúrgico. Para fazer uma sessão de radioterapia, é preciso esperar 4 semanas na fila. E isso não acontece só em Ribeirão, mas em todo o Brasil. Será preciso rever a organização e a administração dos hospitais como um todo", explica.
G1pb

Municípios da PB têm até dia 30 para solicitar vistoria da Garantia Safra


O prazo de solicitação de vistoria e indicação do técnico vistoriador do Garantia-Safra 2013 se encerra no dia 30 deste mês. O alerta é feito pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba (Sedap). Na Paraíba, para a safra atual, o programa conta com 98.327 mil agricultores familiares aderidos, em 177 municípios.
O secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista, informa que dos 110 municípios aderidos, 53 já concluíram a solicitação de vistoria, e ressalta que os agricultores aderidos ao programa nas cidades que não realizarem o processo até a data prevista não vão poder receber o benefício.
O seguro representa um investimento de aproximadamente R$ 5,7 milhões, por parte do Governo do Estado. “É um programa que vem tendo mais adesões a cada ano, garantindo a produção do agricultor mesmo quando as questões climáticas são adversas", acrescenta Marenilson Batista.O programa é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), executada em conjunto com agricultores familiares, prefeituras e governos estaduais, que garante o benefício de R$ 760,00 para os agricultores familiares que vivem em municípios que tiveram perda de, pelo menos, 50% da produção agrícola por causa da seca ou do excesso de chuvas.

Dispensa de laudos
De acordo com a portaria nº 17/2013, publicada no Diário Oficial da União, está dispensada, excepcionalmente, a realização dos laudos amostrais nas lavouras dos agricultores familiares aderidos na Safra 2012/2013. A medida se aplica somente aos municípios que solicitaram vistoria e aos que os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicarem perda média igual ou superior a 50% das culturas de milho, feijão, arroz, algodão e mandioca.

G1pb

Detentos são transferidos de três penitenciárias da Paraíba, diz Seap


Uma operação montada pela Secretaria da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap) transferiu na manhã desta quinta-feira (23) nove detentos para o Complexo de Segurança Máxima Romeu Abrantes, o PB1. Os detentos foram transferidos da Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o Roger, da Penitenciária de Segurança Máxima de Mangabeira Geraldo Beltrão e da Penitenciária de Segurança Média Sílvio Porto, todas em João Pessoa.
“Esse tipo de articulação colocava em risco a segurança e a harmonia das unidades prisionais. Por isso, a necessidade das transferências”, acrescentou Arnaldo Sobrinho. O processo de articulação ficava ainda mais sólido com o apoio das visitas. "Como se não bastasse a comunicação desses presos com esses grupos criminosos, havia a atividade das visitas, encarregadas de levar recados e coisas do tipo", explicou Arnaldo Sobrinho.Segundo o gerente executivo da Seap, tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, o serviço de inteligência da secretaria descobriu que os presos se comunicavam com grupos criminosos de fora das unidades prisionais.
Ainda de acordo com o gerente executivo da Seap, 25 agentes penitenciários, incluindo o grupo de escolta, foram envolvidos na operação de transferência. Os detentos transferidos cumprem pena por tráfico de drogas, homicídios, além de outros crimes.
“Como montamos essa operação com antecedência, percebemos que não houve necessidade de apoio policial. Com a ajuda do serviço de inteligência da Seap e com um planejamento, podemos afirmar que a operação foi um sucesso”, finalizou Arnaldo Sobrinho.
G1pb

Professores da rede estadual paralisam atividades na Paraíba


Os professores da rede estadual da Paraíba paralisam as atividades nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24) em todo o estado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado, cerca de 400 mil alunas estão sem aulas. Ao todo, são 16 mil professores e 6 mil funcionários que só retornarão ao trabalho na segunda-feira (27). A implementação do ponto corrido e a retomada do plano de carreira e remuneração estão entre as reivindicações da categoria, ainda de acordo com o sindicato.
Para o sindicalista, o rendimento fica ainda mais “achatado” pela não implementação de algumas reivindicações da categoria, como o ponto corrido. “Os trabalhadores em educação da Paraíba trabalham oito horas por dia, dois expedientes. Alguns voltam para casa e são obrigados a pagar passagem duas vezes. Se ficam, são obrigados a pagar alimentação, já que o governo não oferece vale-transporte ou alimentação”, afirmou o presidente do Sintep.Segundo Antônio Arruda, presidente do Sintep-PB, o cumprimento do piso salarial dos professores é outra reivindicação. “O piso nacional é de R$ 1.567 e o governo da Paraíba só paga R$ 1.175, o que é uma grande vergonha”, disse.
A criação de um plano de cargos, carreiras e salários é outra reivindicação. De acordo com o presidente do Sintep, professores com nível de doutorado podem ganhar o equivalente ao nível médio. “O nosso plano de carreira e remuneração simplesmente foi abandonado, o que é um verdadeiro desestímulo para a docência do estado”, declarou.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação disse que, com relação à carga horária da categoria, o governo cumpre uma lei que determina 40 horas semanais para os servidores técnicos administrativos e de 30 horas semanais para os professores.
Com relação ao piso salarial do magistério, o valor mínimo praticado pela Paraíba é de R$ 1.204,15 para uma carga horária de 30 horas semanais mais um incentivo em forma de bolsa que o governo oferece, o que equivale a R$ 1.469,15. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação, o valor determinado pelo Ministério da Educação e Cultura é de R$1.451,00 para uma carga horária de 40 horas semanais.
A Secretaria da Educação assegura ainda que os vencimentos são de acordo com nível de instrução de cada professor, além do incentivo concedido pelo governo do estado aos professores que estão em sala de aula, que é a Bolsa Desempenho, variando de acordo com a qualificação profissional, que vai de R$ 265,00 a R$ 610,00.
G1pb
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