quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Suspeito de matar promotor é preso em Itaíba, no Agreste

Um dos suspeitos de assassinar o promotor de Justiça Thiago Faria Soares foi preso na madrugada desta quarta-feira (16) emItaíba, no Agreste de Pernambuco. De acordo com o delegado Rômulo Holanda, responsável pelas investigações, o homem foi preso durante uma operação realizada na zona rural da cidade. O delegado afirmou que os detalhes serão divulgados às 9h.
Segundo informações do Bom Dia PE o suspeito preso foi Edmacir Ubirajara. Ele foi encaminhado à delegacia de Águas Belas, também no Agreste. A informação é de que o mandante do crime também foi identificado, ele seria José Maria de Paula e ainda não foi localizado.
O secretário executivo da Secretaria de Defesa Social (SDS), Alessandro Carvalho, afirmou nesta terça-feira (15) que a principal linha de investigação da polícia sobre o assassinato do promotor Thiago Faria Soares aponta que o crime pode ter sido motivado por uma disputa de terras. Ele informou que a vítima, junto à família da noiva, teria adquirido parte de uma fazenda de 25 hectares por R$ 100 mil em um leilão. A polícia acredita que esta compra pode ter relação com a morte do promotor. Segundo a polícia, o antigo dono do terreno teria ficado insatisfeito.
O fazendeiro apontado como mandante da execução do promotor, morto com quatro tiros na cabeça, no Agreste de Pernambuco, já responde a outros processos criminais. A informação foi repassada, nesta terça-feira (15), pelo procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, e pelo chefe da Polícia Civil, Oswaldo Morais. Desde segunda (14), dia do crime, uma megaoperação deflagrada pelas polícias Civil, Federal e Militar tenta localizar o suspeito. O corpo do promotor foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife.
“[O suspeito] tem processos criminais, que responde na região, em relação a homicídios. Gente muito perigosa. Existem alguns pedidos feitos à Justiça, para descobrir a forma como aconteceu o crime”, afirmou Aguinaldo Fenelon. “O fazendeiro tem uma ficha criminal bastante longa. Já foi preso por homicídio", acrescentou o chefe da Polícia Civil, Oswaldo Morais, sem detalhar por quais crimes ele responde. Os dois foram ao velório da vítima, que ocorreu no centro cultural do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Centro da capital.
As primeiras testemunhas que prestaram depoimento foram a noiva do promotor, Mysheva Freire Ferrão Martins e o tio dela, que também estavam no veículo.
Entenda o caso
De acordo com o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, Thiago seguia para Itaíba com a noiva e um tio dela, quando um veículo se aproximou e fez um disparo, em um trecho da PE-300. O promotor parou no acostamento, quando os suspeitos deram o retorno e atiraram novamente. O secretário afirmou também que a vítima levou quatro tiros de revólver calibre 12, todos na região da cabeça. "Foi execução. O alvo era ele, pois os executores tiveram oportunidade de matar as outras pessoas. Temos equipes especializadas nesse caso, várias buscas já foram feitas, temos suspeitos da prática desse crime e, certamente, em pouco tempo daremos a resposta. Temos uma linha principal e outras secundárias, mas não podemos adiantar essas linhas", disse.
O governador Eduardo Campos disse que, até o momento, não chegaram informações de que o promotor sofria ameaças e também não havia ocorrência contra ele na Polícia Civil nem no Ministério Público. O procurador-geral de Justiça disse que não pediu proteção especial para promotores do estado. "Promotores não são super-homens, hoje todo cidadão corre risco. Não vamos nos intimidar", comentou.


Em algumas reportagens o nome do promotor apareceu como Thiago Faria de Godoy Magalhães. Ainda na segunda (14), foi esclarecido pelo Ministério Público que este era o nome usado pelo promotor quando era casado. Depois de separado da primeira mulher, ele voltou a usar o nome de solteiro, Thiago Faria Soares.
G1

Pescador escapa por pouco após ficar 'cara a cara' com raio nos EUA

Jovem ficou 'cara a cara' com raio durante pescaria em lago no Texas (Foto: Reprodução/Facebook/Tucker Owings)
O jovem Tucker Owings, pescador profissional de apenas 16 anos, levou um grande susto enquanto pescava no lago Athens, no Texas (EUA), quando um raio caiu a poucos metros dele, em um momento assustador registrado por uma câmera colocada no barco (assista).

Ao andar pelo lago com a embarcação em um dia nublado, Owgins contou à emissora “KPHO” que, momentos antes do raio, já estava “sentindo algo como se fosse estática nas varas de pescar”. Após começar a se dirigir para a costa, foi surpreendido pelo raio.

A gravação original foi postada no perfil oficial de Tucker no Facebook, e foi compartilhada mais de 33 mil vezes.
G1

Número de mortos em terremoto nas Filipinas passa de 100

Funcionários de hospital evacuado após o terremoto trabalham em conjunto para ressuscitar um bebê recém-nascido em Cebu, na região central das Filipinas (Foto: Erik de Castro/Reuters)
O número de mortos em decorrência do terremoto de terça-feira nas Filipinas subiu para 144 nesta quarta (16), e equipes de resgate procuram sobreviventes nos escombros de edificações destruídas, incluindo uma igreja antiga e um hospital.

Quase 3 milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto de magnitude 7,1, ocorrido na terça-feira, que causou deslizamentos e muitos danos à infraestrutura em locais turísticos das ilhas de Bohol e Cebu.
O número de feridos se aproxima de 300, e há pelo menos 23 desaparecidos.
A agência nacional de desastres disse que pelo menos 134 mortos estavam em Bohol, o local mais afetado, 630 quilômetros ao sul de Manila, a capital.
As autoridades temem que o número oficial de mortos suba quando a comunicação com áreas remotas for restabelecida. "Não alcançamos ainda muitos ‘barangays' (aldeias), muitos estão isolados, as estradas estão bloqueadas por grandes rochedos", disse o prefeito da localidade de Loon, Lloyd Lopez, a uma rádio.
Muitos sobreviventes, inclusive pacientes de alguns hospitais, tiveram de passar a noite ao relento, por causa dos tremores secundários. Mais de 840 deles foram registrados, sendo um de magnitude 5,1, segundo a agência filipina de vulcanologia.
"Há muitos tremores secundários, estamos com medo", disse à Reuters Elena Manuel, uma avó de 64 anos, que passou a noite com vizinhos e parentes no terreno de uma centenária igreja que desabou em Loon, cidade com cerca de 43 mil habitantes.
"Não temos mais comida nem água, porque as lojas estão fechadas, e a ponte... está danificada. Após o terremoto, água e lama brotaram de rachaduras no chão do nosso quintal."
Autoridades disseram que 23 pontes e cinco estradas estão intransitáveis em Bohol. Dezessete igrejas sofreram danos irreparáveis em suas antigas estruturas de pedra e coral.
Balsas e voos comerciais já retomaram suas operações, apesar dos danos nos portos e aeroportos de Bohol e Cebu. A Força Aérea está enviando 11 toneladas de mantimentos para Bohol, segundo um porta-voz.

O presidente Benigno Aquino vistoriou áreas atingidas e alertou para penalidades duras a quem tentar se aproveitar do desastre. O governo decretou estado de calamidade nas ilhas afetadas, o que resulta em um congelamento de preços.
Alguns visitantes cancelaram suas estadias em Bohol, mas John Patrick Chan, gerente-geral corporativo do grupo hoteleiro Bellevue, disse na TV local que o impacto sobre o turismo deve ser efêmero. "Tivemos sorte por o terremoto não ter danificado muitíssimo mais."
Círculo de Fogo do Pacífico
O arquipélago das Filipinas fica no Círculo de Fogo do Pacífico, uma cadeia de ilhas que registra uma intensa atividade sísmica e vulcânica.

Em fevereiro do ano passado mais de 100 pessoas morreram em um terremoto na ilha de Negros, a 100 quilômetros do epicentro do terremoto desta terça-feira.
O desastre natural mais grave registrado nas Filipinas aconteceu em 1976, quando um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 7,9 devastou o Golfo Moro, na ilha meridional de Mindanao.
Entre 5.000 e 8.000 pessoas morreram, segundo estimativas oficiais.
G1

MST ocupa agência bancária em João Pessoa e impede acesso

Os manifestantes ocuparam a área de caixas eletrônicos da agência bancária em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1-PB)Representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra estão ocupando na manhã desta quarta-feira (16) uma agência da Caixa Econômica Federal na avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. Os clientes não estão tendo acesso à agência e quem está dentro não consegue sair. O trânsito está interrompido nas duas faixas da avenida no quarteirão da agência, de acordo com a Superintedência de Mobilidade Urbana (Semob) e há registro de congestionamento na direção Praia/Centro.
No Sertão, o movimento também ocupou uma agência do mesmo banco na cidade de Patos. De acordo com a assessoria de comunicação da Caixa, a Polícia Federal está à frente da negociação com os manifestantes nas duas agências.
O grupo ocupa neste momento a área de caixas eletrônicos e todo o espaço entre a calçada da agência e o lado oposto da rua. A Polícia foi chamada para contornar a situação e está no local neste momento. “Não consegui acessar o banco, mas os ânimos estão contidos, não tem baderna”, relatou o cliente Alexandre Dinarte.
Na terça-feira (15), os trabalhadores realizaram uma marcha que seguiu do assentamento Wanderley Caixe, em Caaporã, até a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no bairro Pedro Gondim, onde armaram acampamento.
O MST vem fazendo manifestações frequentes na Paraíba e as principais reivindicações são cobrar punição para os policiais militares que teriam invadido o assentamento Wanderley Caixe, localizado no município de Caaporã, nas terras da Usina Maravilhas, e reivindicar a suspensão da ordem de reintegração de posse das terras da Usina Maravilhas.
Ainda na terça-feira, o advogado da usina, Fábio Anterio defendeu que os dois assentamentos do localizados nas áreas de propriedade da Usina Maravilhas na Paraíba são produtivas. “Essas áreas não são improdutivas e, por isso, não podem ser alvo de desapropriação para reforma agrária”, disse.
O advogado Fábio Anterio também fez questão de ressaltar que os dois policiais militares que invadiram o assentamento Wanderley Caixe, em Caaporã, Litoral Sul da Paraíba, no último dia 5 de setembro, não foram ao local a mando da usina. “Eles não são funcionários, não foram contratados e não têm qualquer relação com a usina”, garantiu.
G1

Controlar obtém liminar para manter inspeção em SP até 31 de janeiro

A Controlar, empresa que realiza o serviço de inspeção veicular em São Paulo, divulgou nesta quarta-feira (16) ter obtido liminar para reabrir os centros de inspeção na cidade até 31 de janeiro de 2014. Segundo a assessoria da empresa, a Controlar aguarda apenas "liberação do sistema por parte da Prefeitura para reabrir os centros".
A suspensão da inspeção começou a valer a partir de segunda-feira (14). A Controlar recorreu da decisão protocolando uma ação cautelar que fio apreciada pelo juiz da 11ª Vara de Fazenda Pública.

Procurada pelo G1, a Prefeitura disse não ter sido comunicada da decisão e que iria se pronunciar sobre o tema durante a tarde. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) afirmou que vai divulgar nota com informações sobre como os donos de carros devem proceder diante da nova decisão.

Em sua decisão publicada nesta quarta, o juiz Paulo Baccarat Filho reconhece que existe controvérsia quanto ao fim do contrato da empresa com a Prefeitura. Entretanto, ressalta que o serviço deve ser mantido enquanto ocorre a discussão entre administração pública e Prefeitura.
"Trata-se de serviço essencial à saúde dos munícipes, como notoriamente reconhecido, posto que se mostra eficiente meio e método de controle ou de minimização da poluição ambiental, o qual deve ser preservado enquanto se está a discutir o direito das partes", escreveu o juiz na sentença.
A decisão foi tomada em caráter liminar e o mérito da decisão ainda será avaliado. Cabe recurso.
Briga judicial
A Controlar defende que o contrato firmado em 1998, na gestão Celso Pitta, vale até 2018. Isso porque a validade de dez anos só passaria a contar a partir de 2008, quando a gestão Gilberto Kassab deu a ordem de serviço para que a inspeção começasse a ser realizada.

Quando anunciou a suspensão, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que o contrato venceu em março de 2012, no entendimento da Prefeitura. O fim do monopólio da Controlar foi uma promessa de campanha de Haddad. Logo que assumiu o cargo, o prefeito pediu para a área jurídica, um estudo detalhado do contrato e acaba de receber sinal verde para romper com a Controlar e suspender a inspeção.
A Prefeitura vai abrir uma nova licitação para que quatro empresas façam o serviço. Cada uma será responsável por uma região da cidade. O novo projeto, já aprovado pelos vereadores, diz que o motorista não vai precisar pagar pela inspeção. Carros com até três anos de uso estarão isentos e aqueles que têm de 4 a 9 anos deverão fazer a inspeção a cada dois anos.
Desde 2008, todo veículo tem que passar pela vistoria uma vez por ano. Os técnicos avaliam a quantidade de poluentes que saem dos escapamentos. Se tiver acima do limite, o veículo é reprovado se não, é liberado para fazer o licenciamento.
Quem agendou a Inspeção para esta sexta deve fazê-la. Quem já pagou e não fará a inspeção tem direito a pedir, pelo site da Prefeitura, o reembolso de R$ 47,44.
Os proprietários de veículos que realizaram a inspeção veicular em 2013 e que ainda não fizeram a solicitação do reembolso devem fazer o pedido pela internet para receber o dinheiro de volta. A Prefeitura diz que 1,9 milhão de veículos têm direito a devolução de volta, mas só 20% dos motoristas pediram o reembolso da taxa.

Os proprietários de veículos aprovados têm que estar com seu licenciamento emitido, não ter débito vencido do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ou de qualquer multa de trânsito e que não estejam inscrito no Cadastro Informativo Municipal (Cadin).

G1
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