segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Em pesquisa, 64% dos policiais assumem não saber o que fazer em protestos


RIO - Manifestantes fugindo de bombas de gás lacrimogêneo e vandalismo eram cenas finais de um enredo que se tornou conhecido no fim de muitos protestos, desde de junho do ano passado.

Sete meses depois de a população tomar as ruas, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela como as próprias forças de segurança se sentem despreparadas para agir diante dos grandes atos — que prometem se repetir durante a Copa do Mundo. Ao todo, 64% dos policiais militares e civis entrevistados admitiram não ter recebido orientação e treinamento adequado para lidar com as manifestações e os black blocs.

A pesquisa sobre a percepção dos policiais a respeito dos manifestantes e do movimento black bloc, produzida pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP-FGV) e obtida pelo GLOBO, fez um raio X do que pensam os policiais sobre os protestos, os black blocs e sua própria forma de agir diante deles.

Foram feitas 5.304 entrevistas, sendo 4.499 com policiais militares e 805 com policiais civis de todas as regiões do país. O levantamento foi realizado pela internet, a partir de um cadastro que reúne nomes desses profissionais de todo o Brasil, entre 26 de novembro de 2013 e 14 de janeiro deste ano.

O despreparo revelado pelos praças e oficiais na condição do anonimato do levantamento explica outro percentual: o dos 69% que disseram que os agentes agiram como foi possível, devido às circunstâncias. — Os policiais se sentiram tendo que improvisar diante de uma situação inesperada — afirmou o diretor da DAPP-FGV, Marco Aurélio Ruediger, responsável pela pesquisa.

Apenas 10% apontaram como correto o comportamento dos policiais nas manifestações, enquanto outros 19% responderam que “alguns colegas não agiram da forma certa, mas não se pode generalizar”. Na hora de atribuir a alguém a responsabilidade sobre a maneira como operam nas manifestações, os policiais não colocam na própria conta nem na do comando ou na das secretarias de segurança.

A maioria (60%) indicou que a atuação da tropa é determinada pelos governos estaduais. Um exemplo evidente desse despreparo ocorreu no dia 14 de junho, quando o fotógrafo Sergio Silva, de 31 anos, que cobria as manifestações em São Paulo, foi atingido por um tiro de bala de borracha, perdendo o olho esquerdo.

O mesmo aconteceu à publicitária Renata da Paz, de 36 anos, depois de ser atingida por estilhaços de uma bomba de efeito moral durante protesto no dia 20 de julho no Rio de Janeiro.  

Visão sobre atuação dos black blocs

Para Marco Aurélio Ruediger, a forma como as manifestações aconteceram é um fenômeno novo. Os policiais não possuem treinamento para agir diante delas e reconhecessem isso, o que deve ser visto com atenção pelo Estado, principalmente porque os grandes atos são um caminho sem volta e atrairão mais pessoas organizadas pela internet. — Os policiais têm muita dificuldade de saber agir nessas situações, tanto pelo aspecto legal quanto pelo próprio treinamento deles, e isso gera transbordos de violência que afetam a todos, especialmente aos que estão lá pacificamente.

Isso leva a estrutura do Estado a ter que fazer uma reflexão e um aprimoramento institucional rápido, porque não é uma coisa passageira.

A sociedade civil está cada vez mais conectada a esses instrumentos digitais. Por meio da pesquisa, é possível saber como os policiais veem os black blocs. Para 35% deles, trata-se de um grupo de baderneiros.

Apenas 11% responderam que o grupo é de militantes políticos. Os black blocs se definem não como uma organização, mas como uma tática empregada em protestos, com pessoas que se reúnem vestidas de preto e usando máscaras. Ao todo, 20% dos policiais disseram que os black blocs são uma tática de ação em manifestação.

Em setembro do ano passado, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou projeto de lei que proíbe o uso de máscaras em protestos. Enquanto os black bloc dizem ter uma estrutura não hierárquica e descentralizada, os policiais não os enxergam dessa forma.

Para 70% deles, esse grupo que protesta mascarado tem uma liderança organizada. — É evidente que os policiais vão acreditar que o grupo possui um líder. Eles estão acostumados a lidar com organizações que possuem liderança — afirmou Rafael Alcadipani, especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. — Black bloc é uma coisa nova. Ninguém sabia lidar, e a polícia foi aos poucos aprendendo.

Manifestação é uma questão nova, que demanda vivência para ter uma boa inteligência — completa ele, que vê a percepção dos policiais sobre o tema como natural. A pesquisa também questionou os 5.304 policiais sobre o que pensam a respeito das ações dos black blocs, e a maioria (78%) respondeu que o grupo não tem motivação clara, a não ser provocar a violência e o vandalismo gratuitos.

Nessa questão, os profissionais podiam marcar até duas opções. Em segundo lugar, apareceu que o objetivo dos mascarados era enfrentar e agredir os policiais (24%). Apenas 9% dos agentes afirmaram que os black blocs queriam defender os direitos dos cidadãos.

Por terem uma concepção de que os black blocs têm um perfil que tende ao vandalismo, 70% dos policiais afirmaram que o grupo afasta o cidadão comum das manifestações. Quando julgam somente a ação dos black blocs e quem eles querem verdadeiramente atingir, 57% dos policiais afirmaram que o grupo não tem alvo definido.

A favor dos juizados móveis

Durante os protestos, a forma de tipificar eventuais crimes dos manifestantes foi alvo de polêmica. Em São Paulo, a polícia enquadrou um casal com base na Lei de Segurança Nacional, criada durante a ditadura militar para garantir a ordem política e social. E, segundo 33% dos policiais, é nessa lei que os black blocs devem ser enquadrados.

A maioria (60%) respondeu que o grupo deveria responder por dano qualificado e incitação à violência. Nessa questão, os profissionais podiam marcar quantas opções quisessem. — Precisamos ter como parâmetro que 70% do que a polícia faz são desinteligência. É ajudar em questões cotidianas.

Manifestação violenta é uma questão nova — declarou o especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por conta do vandalismo nos atos, o governo federal e as secretarias de Segurança Pública do Rio e de São Paulo anunciaram a criação de juizados móveis para conter a violência em grandes manifestações.

Quando questionados em relação ao tema, 75% dos policiais disseram aprovar a medida em caso de vandalismo ou de violência policial. A aprovação à criação dos juizados cai para 52% quando a pergunta é sobre o uso dele para a apuração da ação policial. (Colaborou Raphael Kapa).

 Juliana Castro 
Fonte: O Globo

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Matrículas para 7.005 vagas da 2ª chamada do Sisu começam na PB

A partir desta sexta-feira (31), interessados em se inscrever nas sete mil e cinco vagas remanescentes em universidades da Paraíba após a primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem se dirigir às instituições de ensino para garantir seu espaço. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de fevereiro, mas cada instituição tem um calendário diferente.
A lista completa de documentos deve ser verificada de acordo com a cota para qual o candidato foi classificado, mas, em comum, as instituições de ensino pedem uma foto 3x4, cópias da certidão de nascimento ou casamento, RG, CPF, certificado de conclusão do ensino médio, histórico escolar e certificado de alistamento militar. A maioria das oportunidades está na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com 4.538 vagas; no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) são 697 vagas e na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), são 1.770. Na UFPB, as matrículas começam nesta sexta (31) e vão até o dia 4 de fevereiro. No IFPB  o calendário é o mesmo e na UEPB as matrículas podem ser feitas do dia 3 ao dia 5 de fevereiro.
Quem ainda não foi chamado na segunda chamada do Sisu pode incluir o nome na lista de espera até 7 de fevereiro, mas precisa ter feito também o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os nomes inclusos nessa lista devem ser divulgados no dia 11.
G1pb

Paraíba tem 2º menor investimento em obras do PAC 2 no Nordeste

Entre os Estados nordestinos, a Paraíba tem o segundo menor investimento em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), de acordo com o 8º balanço do programa. O total de investimentos no Estado, no período 2011/2013, atingiu R$ 6,4 bilhões, ganhando apenas do Piauí, que computou R$ 6,2 bilhões.
Na região, o maior volume de investimentos ficou com o Estado de Pernambuco, com R$ 63,5 bilhões. Em seguida vem a Bahia, com R$ 46,2 bilhões e depois o Ceará, com R$ 21,3 bilhões. O Rio Grande do Norte ficou com R$ 20,8 bilhões, o Maranhão com R$ 15,1 bilhões, Sergipe, R$ 9,2 bilhões e Alagoas, R$ 8,2 bilhões.
Na Paraíba, existem 1.548 ações previstas no PAC 2, sendo que apenas 217 (14%) foram concluídas. Já as obras em andamento, no total de 531, correspondem a 34,3%. Em todo o país, o PAC 2 já concluiu 69% do previsto. Esse resultado é 25,6% superior em relação ao último balanço, quando o volume de ações concluídas era de R$ 388,7 bilhões. “Com os investimentos, o Brasil se torna um dos países com o maior volume de grandes obras em andamento”, diz o relatório.
Para o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Buba Germano, o fato de a Paraíba não receber mais recursos é consequência da falta de união da classe política. “Infelizmente essa é a realidade”, afirmou ele ao lembrar que nos outros Estados as querelas políticas são deixadas de lado na hora de trazer benefícios para o Estado. Buba criticou ainda o governo federal por não dispor de regras para os investimentos. “Existe uma política equivocada de desenvolvimento regional”.O Ministério do Planejamento informou que o valor dos investimentos depende da necessidade de cada Estado. A Secretaria do PAC na Paraíba, no entanto, destacou que os investimentos aumentaram no governo deRicardo Coutinho. No governo passado, através do PAC 1, a Paraíba recebeu R$ 250 milhões, enquanto que no PAC 2, na administração do socialista, os investimentos já passam dos R$ 6 bilhões.
As 1.548 ações previstas para a Paraíba estão distribuídas nos seguintes eixos: Água e Luz para Todos (196), Transportes (21), Energia (15), Comunidade Cidadã (734), Minha Casa, Minha Vida (158) e Cidade Melhor (424). O programa que mais liberou recursos para o Estado nos últimos 2 anos foi o Minha Casa, Minha Vida, no total de R$ 3,046 bilhões.
Um dos eixos com maior volume de obras é o Comunidade Cidadã, que prevê ações de ampliação na cobertura de serviços comunitários nas áreas de saúde, educação e cultura. Fazem parte desse eixo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Creches e Pré-Escolas, Quadras Esportivas nas Escolas e Praças dos Esportes e da Cultura. São 478 empreendimentos de Unidades Básicas de Saúde nos mais diversos municípios do Estado.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, estruturando e organizando a rede de urgência e emergência no país, para integrar a atenção às urgências. A atenção primária é constituída pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Equipes de Saúde da Família, enquanto o nível intermediário de atenção fica a encargo do Samu 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), e o atendimento de média e alta complexidade é feito nos hospitais.
Ainda de acordo com o levantamento do PAC 2, existem 35 ações na área de Recursos Hídricos. São obras de abastecimento de água, irrigação, estudos, projetos e revitalização para ampliar a infraestrutura de abastecimento de água, garantindo o acesso à água e o desenvolvimento sustentável no Nordeste Setentrional. Dentre as obras em andamento estão a Vertente Litorânea, a adutora Aroeiras, a Barragem Pitombeiras e o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional - Eixo Leste – PB/PE.
G1pb

Idoso é morto a tiros enquanto trabalhava em obra em Cabedelo, PB

Vítima preparava o cimento para usar em obra quando foi baleado na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um idoso de 67 anos foi morto a tiros enquanto trabalhava em um obra na manhã desta sábado (1º)  no bairro Renascer, município deCabedelo, na Grande João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava preparando o cimento que usaria na obra quando um homem se aproximou e efetuou os disparos. O idoso não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Até o início da tarde deste sábado (1º), nenhum suspeito havia sido identificado e preso pela polícia. O corpo do idoso assassinado foi encaminhado para Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), em João Pessoa.Ainda segundo informações da Polícia Militar, a vítima não tinha antecedentes criminais, nem foi apontado como usurário de drogas. O Instituto de Polícia Científica (IPC) esteve no local para coletar informações que ajudem a polícia a identificar um suspeito, uma vez que os moradores da área onde o homicídio foi cometido preferiram não informar detalhes à polícia por medo de represálias.
G1pb

População reclama de acúmulo de lixo nas ruas de Jacumã, na Paraíba

Moradores da praia de Jacumã, distrito da cidade do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, afirmam que a coleta de lixo no local está sendo feita de maneira precária. Eles explicam que os sacos de lixo estão se acumulando nas ruas, atraindo insetos e ratos para as residências. O distrito de Jacumã é tido como um dos destinos mais procurados por turistas que visitam o litoral paraibano.
Segundo os moradores de Jacumã, a coleta de lixo só é feita regularmente na rua principal do distrito e nas ruas próximas à praia. O gerente operacional da empresa responsável pela coleta de resíduos do Conde, Aílton Nunes, garantiu que existem três caminhões que fazem o recolhimento do lixo diariamente em todas as áreas do distrito de Jacumã.
De acordo com a ambientalista Christiane Rothvoss, a fumaça provocada pela queima do lixo é altamente prejudicial à saúde. “O ar está sendo poluído pela queima de plástico. O plástico é tóxico quando está sendo queimado. Esse cheirinho é altamente venenoso. É um pavor para população, especialmente para as crianças, respirarem essa fumaça”, comentou.A dona de casa Maria Lúcia, em entrevista a TV Cabo Branco, ressaltou os problemas causados pelo acúmulo do lixo próximo às casas. “É muriçoca, mosca, rato, barata. Tudo de ruim que o pobre tem que enfrentar”, desabafou. Para evitar o problema relatado por Maria Lúcia, alguns moradores ateiam fogo no lixo que se acumula, provocando a poluição do ambiente.
Canos estourados e desperdício de água
Além do problema da coleta de resíduos, os moradores do distrito do Conde relatam que os canos que abastacem as casas em Jacumã são constantemente quebrados, devido a falta de calçamento. O contador Marcos Pereira garante que o problema é comum em qualquer época do ano.

"É um problema constante, tanto no inverno, quanto no verão. Como a geografia do local é acidentada, os canos ficam descobertos, não há um trabalho de manutenção, e os carros passam e quebram. Às vezes, a solução vem dos próprios moradores, que para não ficar desperdiçando tanta água fazem um arranjo para consertar", denuncia o contador e morador de Jacumã.

G1pb
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