domingo, 11 de maio de 2014

Bebê achado em mochila na Paraíba é prematuro, mas quadro é estável

Recém nascido achado dentro de mochila em João Pessoa foi levado para o hospital pela equipe do Samu (Foto: Walter Paparazzo/G1)
O bebê que foi encontrado na manhã deste sábado (10) dentro de uma mochila no bairro de Mandacaru, em João Pessoa, é do sexo feminino, prematuro, nasceu às 35 semanas de gestação, mas passa bem e seu quadro é estável, de acordo com informações da equipe médica do Hospital Edson Ramalho. Segundo a assistente social da unidade, Analice Almeida, a criança está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal e em observação. Ele deve passar por exames para avaliar de forma mais profunda seu quadro, mas os exames clínicos indicam que ele está bem.
Segundo Severino Angelo, conselheiro tutelar que está acompanhando o caso, a atitude da mãe pode ser explicada como um “um momento de desespero”. Severino conversou com a mãe e disse que ela não tem intenção de abandonar a criança e a colocou dentro da bolsa porque estava com medo de revelar a gravidez à família.A criança foi encontrada dentro da mochila por um cunhado da mãe do bebê. A bolsa estava em um cômodo da casa onde a família mora. “Eu ouvi um miado, como se fosse um gato. Quando abri a bolsa eu até chorei [ao perceber que havia uma criança]”, contou. Segundo ele, o parto aconteceu dentro do banheiro da casa e ninguém da família sabia da gravidez.
A jovem tem 22 anos, é solteira e já tem um filho de cinco anos que mora com ela na casa da família. Na primeira gravidez, ela passou pela mesma situação na hora do parto, como confirma a avó do bebê em entrevista ao G1. “Ela trabalha e cria o filho, mas por conta da condição da família, ficou com muito medo de revelar que teria mais um filho e acabou tomando essa atitude”, explica o conselheiro. “Foi muita pressão psicológica.”
G1pb

Grupo suspeito de tráfico de drogas é detido na Grande João Pessoa

Um grupo de 11 pessoas foi detido na noite deste sábado (11) na cidade de Bayeux, Grande João Pessoa, por suspeita de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, com os detidos foram encontrados 130 papelotes de maconha e um revólver. Os suspeitos são três homens e oito adolescentes. Todos foram encaminhados para a 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita.
Ainda de acordo com Kelton Pontes, a polícia teve dificuldades para a deixar a comunidade por que os moradores se revoltaram com as prisões e apreensões. Ele contou que uma pedra chegou a ser atirada em um dos carros da PM. “Tem mais gente, o grupo é grande  e infelizmente a comunidade tem sido conivente com eles”, completou.A ação policial aconteceu na comunidade Campo da Sambra, no bairro do Sesi. De acordo com o comandante da 4ª Companhia de Polícia Militar, capitão Kelton Pontes, a atuação dos suspeitos na área já era conhecida e no último mês os policiais se envolveram em três trocas de tiros com eles . “Neste sábado tivemos a informação que grande parte do grupo estaria no local e conseguimos surpreender. Não houve um único disparo”, disse.
A 6ª Delegacia Distrital informou que após ouvidos os adolescentes acabaram sendo liberados e os  três homens foram autuados por tráfico de drogas.
G1pb

Grupo protesta em João Pessoa contra a realização da Copa do Mundo

Grupo protesta contra a Copa em João Pessoa  (Foto: Larissa Keren/Globoesporte.com)
Um pequeno grupo, formado por cerca de 30 pessoas, aproveitou a passagem da taça da Copa do Mundo por João Pessoa, neste domingo (11), para protestar contra o evento. Os manifestantes afirmam que não são contra a realização da Copa, mas não concordam com os gastos públicos realizados.
Um dos líderes da manifestação, o professor Renan Palmeira disse que houve uma inversão de valores, com o dinheiro público sendo investido no Mundial, sendo que  há outras prioridades para o povo brasileiro. “ Eu sou a favor de copas, mas não com o gasto que o Poder Público teve. Essa é uma Copa superfaturada e muito do dinheiro que foi investido nos estádios deveria ter ido para a educação e para a saúde, por exemplo”, criticou.
O protesto foi pacífico e o grupo de manifestantes sequer entrou na Estação Cabo Branco limitando-se a proferir gritos de ordem em frente ao local onde a taça está exposta.

“Essa não vai ser uma Copa para o brasileiros, vai ser uma copa para os turistas. Os brasileiros pagaram a conta, mas não vão poder assistir aos jogos porque não têm dinheiro para  pagar o ingresso. E esse Mundial não vai deixar nenhum legado para os brasileiros” declarou Renan.

O organizador do manifesto reclamou dos altos preços dos ingressos para os jogos do Mundial e alegou que o torcedor comum não vai ter dinheiro para assistir às partidas. “Essa não vai ser uma Copa para o brasileiros, vai ser uma copa para os turistas. Os brasileiros pagaram a conta, mas não vão poder assistir aos jogos porque não têm dinheiro para  pagar o ingresso. E esse Mundial não vai deixar nenhum legado para os brasileiros” declarou Renan.

Após passar por mais de 89 países e 12 capitais brasileiras, a taça da Copa fica exposta em João Pessoa até o fim da tarde deste domingo. O campeão mundial Jairzinho é uma das atrações do evento na capital paraibana.

G1pb

Homem é atropelado por ônibus e veículo é apedrejado em João Pessoa

Homem atropelado foi levado para o Hospital de Trauma (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um ônibus foi apedrejado logo após atropelar um homem na tarde deste sábado (10) no anel externo da Lagoa do Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa. Segundo informações do sargento Sandres, da Polícia Militar, o atropelado é um morador de rua que estava com sinais de embriaguez. A suspeita é de que ele tenha atravessado a rua sem ver que o ônibus vinha.


Depois do atropelamento, os colegas da vítima pegaram pedras e lançaram contra o onibus, ainda de acordo com o PM. “Eles tentaram linchar o motorista. Nós estavamos nas proximidades e intervimos. Evitamos o que poderia ser até uma tragédia”, explicou o sargento.

O motorista, Everaldo Davi, disse que o homem entrou na frente do ônibus quando ele estava fazendo uma curva. Ele relatou que ligou para a polícia e avisou aos passageiros que fechassem os vidros para não se ferirem. O vidro do para-brisa ficou rachado.

O morador de rua foi socorrido pelo Samu e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O motorista e os passageiros do ônibus não ficaram feridos.

G1


Começa campanha para eleição presidencial síria

Cartaz eleitoral com a assinatura do presidente Bashar al-Assad e a palavra "juntos", na capital Damasco. Campanha para eleições do dia 3 de junho começaram neste domingo (11) (Foto: Louai Beshara / AFP)
A campanha para a controversa eleição presidencial de 3 de junho começou neste domingo (11) na Síria, onde os retratos deBashar al-Assad, confiante de que será reeleito sem surpresas, estavam por toda parte.
Três candidatos disputam estas eleições. Teoricamente, trata-se da primeira eleição presidencial, já que tanto Assad, quanto seu pai, Hafez, que dirigiu o país com mão de ferro de 1970 a 2000, foram nomeados após referendos.
Estas eleições, que serão realizadas apenas nos territórios controlados pelo regime, em um país devastado por três anos de um conflito mortífero, já foram classificadas de farsa pela oposição e pelos países ocidentais.
Bashar al-Assad enfrentará o deputado ex-comunista Maher al-Hajjar, e Hassan al-Nuri, um empresário membro da oposição tolerado pelo regime.
O presidente Assad lançou sua campanha sob o slogan "Juntos", além de uma página no Facebook que já reúne 65.000 fãs, uma conta no Twitter com cerca de 1.000 seguidores e outra no Instagram.
No centro de Damasco, sob controle do regime, dezenas de cartazes e enormes bandeiras com o slogan da campanha de Assad são vistos por toda parte, e as fotos do presidente são onipresentes. "Bashar al-Assad, nossa única escolha", pode ser lido em outros cartazes dos partidos da Frente Nacional Progressista (FNP, coalizão liderada pelo Baath, no poder).
O início da campanha acontece no dia seguinte a uma importante vitória do regime na guerra, com a retomada da maior parte de Homs, terceira maior cidade do país e berço da revolta popular que se transformou em luta armada contra o regime em março de 2011.Mayada, uma dona de casa de 55 anos, moradora do bairro popular de Baramké, assegura: "É preciso que os outros compreendam que se trata do nosso país e do nosso presidente. Não queremos ninguém além dele".
Após a retirada de quase 2.000 pessoas, em sua grande maioria rebeldes, graças a um acordo inédito entre os beligerantes, o exército entrou na sexta-feira (9), pela primeira vez em dois anos, na parte antiga da cidade, depois de um cerco e de intensos bombardeios que enfraqueceram os insurgentes.
Milhares de sírios retornaram no sábado (10) e neste domingo à Cidade Velha de Homs, ex-reduto rebelde, e muitos encontraram suas casas destruídas pelos bombardeios e combates.
Em três anos, a guerra na Síria provocou mais de 150.000 mortes e deixou 2,6 milhões de refugiados, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
G1
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