terça-feira, 13 de março de 2012

Ataque a investigadores de massacre mata soldado no Afeganistão


Um soldado afegão morreu e um policial foi ferido nesta terça-feira (13) no sul doAfeganistão, quando a delegação do governo enviada para investigar a morte de 16 civis afegãos por um soldado americano no sul do país foi atacada, horas depois de um protesto de 400 estudantes contra os Estados Unidos em Jalalabad, leste do Afeganistão.
"Pelo menos um inimigo estava escondido. Abriu fogo quando a delegação chegou. Um soldado morreu e um policial ficou ferido", declarou o porta-voz do ministério afegão do Interior, Sediq Sediqqi.
Segundo um correspondente da AFP, dois irmãos do presidente Hamid Karzai integravam a delegação, procedente de Cabul e acompanhada por autoridades da província.
"Os tiros duraram 10 minutos", disse uma testemunha.
Manifestantes afegãos protestam contra os EUA nesta terça-feira (13) em Jalalabad (Foto: AP)Manifestantes afegãos protestam contra os EUA nesta terça-feira (13) em Jalalabad (Foto: AP)
Parte da delegação viajou para Kandahar, a principal cidade do sul do país, situada a 45 km de distância, mas outros integrantes permaneceram no local para investigar o massacre de domingo.
O ataque aconteceu no distrito de Panjwayi, na província de Kandahar, um bastião dos insurgentes talibãs.
Na madrugada de domingo, um soldado americano da força internacional da Otan saiu de sua base na província de Kandahar, reduto talibã do sul do Afeganistão, e matou 16 pessoas.
No primeiro grande ato de protesto após a chacina, 400 estudantes saíram às ruas de Jalalabad, principal cidade do leste afegão.
O massacre de domingo aconteceu poucas semanas depois da queima de exemplares do Alcorão por soldados americanos na base de Bagram, ao norte de Cabul, ato considerado uma blasfêmia e que desencadeou uma onda de violentas manifestações antiamericana, que deixou quase 40 mortos em todo o país.
Os manifestantes gritavam "Morte aos Estados Unidos, morte a Obama!" e exigiram um julgamento público do soldado no Afeganistão. Também defenderam a jihad (guerra santa).

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